Minha infância, foi igual a muitas outras, ou se calhar até foi melhor... Posso chegar a dizer que foi perfeita...
Uma infância cheia de harmonia, cheia de amor, tudo perfeito, tudo um mar de rosas... Mas como e óbvio, isso havia de mudar, pois a vida, infelizmente, não e esse mar de rosas. Muitas coisas aconteceram, nenhuma delas boa, mas eu vou contar...
2005 foi o ano em que eu cheguei a pensar que a minha vida tinha acabado. Estava tudo bem, eu tinha tudo o que um pré-adolescente queria, amor, dinheiro e gajas, muitas mesmo, eu era um autentico "cabraozinho", até que quando chegamos ao verão, por volta desta altura, o meu pai interessou-se por outra mulher, e a minha mãe, bem a minha mãe não teve mãos a medir. A maneira que ela arranjou para resolver essa situação do meu pai já não a amar como amava, foi mesmo mata-lo. No meu ponto de vista, minha mãe podia ter feito tudo, menos isso, nada que possamos fazer, nada que nos façam merece a morte de alguém. Disse na altura, e continuo a dizer, ela só pensou nela, não pensou nos três filhos que tinha para criar.
Lembro-me como se fosse hoje, meus irmãos estavam na escola, e eu lembrei-me de ir almoçar a casa. Quando entrei, meu pai estava mesmo muito mal, torcia-se todo. Minha reacçao nesse momento foi dirigir-me a ele, agarra-lo, tentar saber o que tinha. Lembro-me de o ter nos meus braços e parecer ouvir cada osso seu a estalar. Chamei pela minha mãe, gritei por ela, e ela apareceu, toda produzida e sem se importar minimamente com ele. Foi ai que meu pai olhou para mim, e me disse: "Eu te amo a ti e aos teus irmãos! Ricardo nunca te esqueças disto: Não há uma rapariga perfeita, mas existe aquela que vai-te fazer feliz e amar-te do jeito que és, saber dar valor e principalmente lidar com os problemas no decorrer de um namoro!". (Bem ele sabia o cabraozinho que eu era). Depois de me dizer isso, fechou os olhos de vez, ele morreu-me nos braços... E ai entrou a minha avó, e agarrou-se a mim, eu chorava, chorava lágrimas de dor, e perguntava-me como minha mãe estava tão calma, tão serena, como é que a minha mãe era Tao fria... Nisto ouvi sirenes, tinha sido a minha avó que tinha chamado a policia para deter a minha mãe... Já não me bastava o meu pai ter falecido nos meus braços, ainda tive de ver minha mãe a ser detida. Sem saber o que ela tinha feito, comecei a gritar, mas a minha mãe saiu algemada, sorrindo...
Minha avó me explicou tudo a seguir, enquanto eu bebia um copo de agua com açúcar, minha mãe tinha envenenado o meu pai por ele ter começado a amar outra pessoa, ela era do género: se não és meu, não és de mais ninguém... Me apertou tanto o peito quando ouvi isso, chorei como nunca tinha chorado antes, e a única coisa que consegui dizer foi: "Perdi o meu pai e a minha mãe, se é que aquilo é uma mãe. Avo ela e um monstro, nunca mais quero ouvir falar dela, nunca mais quero ouvir a voz dela, e muito menos olhar para ela"...
Foi o pior dia da minha vida ='(
, se há pessoa que admiro pela força , pela coragem , pela sinceridade , pela humildade , pela vitoria es tu Ricardo . há quem tenha idolos de futebol , de dança , de tudo , e eu adoro caracterizar os meus pelo o que eu conheço deles , e Ricardo , e tua historia faz - te virar idolo . e vou te dizer porque ,
ResponderEliminarporque em 10 mil pessoas , uma seria tao forte como tu foste e és . _Parabens por tudo , e ja sabes , estarei aqui para tudo .