Nada na Manga, esta é a minha historia de vida, aqui nao vai haver secrets about my life :D


Vou pedir um favor, leiam do mais antigo para o mais recente, ou seja de baixo para cima :S

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Reencontro com a mae...

Eu sabia que mais cedo ou mais tarde isto iria acontecer, mas digo do fundo do coração, eu não estava preparado para tal, eu sabia que me ia magoar, que me ia enervar, mas não imaginava que ela continuasse assim, que continuava a tentar magoar-me.
A minha irmã livrou-se.
Minha mãe, começou a lutar pela guarda do meu irmão, mas eu não vou desistir assim dele, eu vou lutar pela sua guarda também... Mas como se não bastasse, já tudo o que ela tinha feito, tinha de tentar separar os filhos, e ainda tentar separar-me da minha namorada. Só porque quando foi presa, eu andava com uma rapariga que para ela era a indicada para mim, então qualquer outra que eu tenha para ela não vai ser indicada para mim, então vai tentar arruinar com a minha felicidade.
Quando a vi, nem eu próprio sei o que senti. Por um lado felicidade, porque eu já sentia falta de uma mãe, e mesmo depois de tudo ela continua a ser a minha mãe, mas quando falou comigo, eu lembrei-me de tudo o que se passou, do que disse a minha avó em 2005, e uma enorme raiva começou a crescer dentro de mim, achei que não ia aguentar, mas deram-me força, mas quando ela começou a atirar-me para a minha ex, fazer com que eu e a minha namorada desistíssemos um do outro, o meu ódio aumentou de uma maneira inexplicável, apetecia-me mata-la, mas sai, e consegui acalmar-me.
Pergunto-me como é que uma mãe quer destruir a felicidade de um filho, logo elas que costumam querer o melhor para eles, mas a minha tinha de ser diferente, a minha tinha de ser um monstro, que só me quer ver mal. Não sei que mal é que eu lhe fiz, porque dos três filhos só comigo é que ela é assim. Para os meus irmãos ela é uma mãe impecável, como muitas outras, preocupa-se, quer a felicidade deles, não sei porque comigo é diferente.
Sei que te-la visto hoje, ou ontem ela teria feito o mesmo, mas acho que eu hoje estaria mais preparado. Ter passado aquilo no meu dia de aniversário foi doloroso, senti-me derrotado, frustrado, inútil, incapaz de fazer alguma coisa, eu fiquei uma pedra mesmo, um ser não vivo, estátil. Posso dizer que foi dos dias que mais mexeram comigo emocionalmente, psicologicamente... Por mim, eu não a via mais, mas sei que vai ser impossível, pelo menos uma vez eu vou ter de estar com ela, quando for a tribunal lutar pela guarda do meu irmão. E se conseguir? se conseguir, ela vai querer ir ver o filho, e muitas mais vezes eu me vou encontrar com ela. Não sei se vou conseguir aguentar, não sei como controlar as minhas emoções, é algo que mexe muito comigo, mas espero que das próximas vezes que estivermos juntos ela tenha outra atitude, sem ser a de me querer infeliz.

Hoje em dia...

Depois de tudo isto, eu me considero uma pessoa normal, faço o mesmo que qualquer um. Se hoje eu sou diferente do que me tornei naquela altura, só tenho a agradecer aquelas pessoas que apoiaram na altura, e que me continuam a apoiar. Ao meu irmão, que foi ele que mesmo sem saber que me estava a ajudar, foi o maior passo para a minha mudança. Se hoje eu digo que não quero voltar para a vida que tinha, e que vou fazer de tudo, possíveis e impossíveis, para não voltar a cair, é porque já se nota diferença, é porque apenas o nome, a lembrança, continua a ser daquele rapaz de 2005, o resto mudou.
Hoje em dia, minha irmã já nos disse onde está, já se casou, já tem um filho que para mim e a coisinha mais fofa, o meu irmão já o consegui tirar do orfanato... E mesmo agora que a minha mãe saiu da prisão, e que quer lutar pela guarda do meu irmão, eu estou pronto para lutar por ele, mesmo que ela queira e faça algo para me separar da minha namorada, porque diz que a minha ex e melhor (sim aquela que me abandonou), nada nem ninguém nos vai separar, cada vez eu sei mais isso.
Actualmente, quem me apontar o dedo, eu não lhe ligo, porque eu tenho coragem de admitir que errei, porque eu tive força para mudar e sair, e acima de tudo, eu consegui. Vivo bem com a minha consciência, e as criticas que aparecerem, só aparecem porque o meu sucesso é maior.
Espero que este blog ajude algumas pessoas, que lhe dê forças para ultrapassar os obstáculos da vida. Pois a vida, só nos dá os obstáculos que sabe que conseguimos ultrapassar.

Processo de Mudança

Passou-se um ano, um ano inteiro perdido, um ano de má vida. Porque eu mudei? Mudei, porque meu irmão estava entrando na mesma vida que eu. Por mais ódio que ele tivesse de mim, eu continuava a ser o ídolo dele. E quando ele me viu naquela vida, decidiu entrar também. Ai eu comecei a abrir os olhos, não queria o meu irmão naquela vida, aquilo não era vida, nem para mim, nem para ninguém, muito menos para ele, um rapaz Tao jovem...
Foi aí que pensei que nada do que fazia estava correcto, e foi ali que eu decidi pedir ajuda. Eu precisava urgentemente de ajuda profissional, dos meus verdadeiros amigos, da minha avó, para conseguir mudar, e não chegar a deixar meu irmão na mesma situação, na mesma vida. Comecei, por fazer aquelas 48horas de abstinência de estupfacientes, e admito, foram as 48horas mais difíceis da minha vida. Meu corpo todo doía, eu gritava, explodia, tentava bater em todos, não ligava a ninguém e cheguei mesmo a querer deixar de desistir daquela vida, só quem passa por isso, sabe as dores, e como ficamos nós, ficamos descontrolados, mas ao olhar para uma foto minha e do meu irmão, ganhei forças que não sabia que existiam. Depois acabei por mudar de numero de telemóvel, de e-mail e só dar aos que realmente queriam o meu bem, mudar de amigos, passei 3 meses do verão numa casa de reabilitação de drogas, e quando sai, por vontade própria, tive de manter a cabeça ocupada, comecei a trabalhar para ajudar a minha avó, pensei dedicar-me ao desporto, a ir ao psicólogo e voltei a estudar. Foi uma guerra, uma guerra que tive comigo mesmo, uma guerra que tive de passar com muita força, uma guerra que nem todos conseguem passar, mas que eu consegui, por isso eu me considero um guerreiro...E hoje posso dizer, que eu sou de guerra :D

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Reacçoes...

É óbvio que tive de dar a má noticia aos meus irmãos, e explicar-lhes tudo... Com as reacções que cada um tomou, nota-se que até podemos ser irmãos, mas somos os três diferentes, muito diferentes mesmo...
Vou começar pela minha irmã (ela é a mais velha), quando lhe contei, ela armou-se em forte, tentou apoiar-nos a mim e ao nosso irmão, a dizer que ela estava ali, que tudo ia correr bem... Lembro-me de ter ganhado coragem e força, quando ouvi as suas palavras. Mas no dia do funeral, deu para ver que aquela menina forte, estava destroçada, era frágil... Notou-se isso, por uma atitude dela depois do funeral, uma atitude que eu não esperava vindo dela, uma rapariga que acima de tudo amava a vida... A minha avó levou o meu irmão, e eu fui atrás da minha irmã, e foi ai que dei com ela a tentar o suicídio. Naquela altura fiquei em choque, sem saber o que fazer, mas consegui fazer o mais indicado, impedir que ela concretizasse o acto... Desde ai, ela ganhou força, afastou-se de nós, tornou-se completamente independente, foi viver sozinha e para longe, e na altura nem disse para onde ia. A sua despedida? um papel em cima da mesa...
O meu irmão, esse eu posso dizer, que apesar de ser o mais novo, deve ser o mais forte, na altura era... e ele acabou por perder mais do que eu e a minha irmã, nós ao menos vivíamos com alguém, a minha irmã não, mas por opção dela, ele não, ele teve de ir para um orfanato... E foi ele o escolhido para ir, de uma maneira absolutamente estúpida (ideia minha na altura), por os nossos nomes num chapéu e o nome que saísse era quem ia para o orfanato... Na altura fiquei triste por me afastar dele, mas ao mesmo tempo feliz porque não tinha sido eu, mas com o tempo essa minha opinião foi diferenciando e eu cheguei a me odiar por isso... Á medida que ele foi crescendo, chegou a odiar-me também, e eu entendi o porque, eu era o culpado dele estar onde estava... Mas como digo, ele e o mais forte de nos três, só na adolescencia dele acabou por fazer asneiras. Mas também quem é que mesmo sem ter passado por isso, na adolescencia não faz asneiras?
Eu, como eu reagi? Na altura pelo caminho que me parecia mais fácil... Afinal eu tinha perdido tudo, o pai, a mãe, os irmãos, e ainda faltava perder uma pessoa, a minha namorada na altura. Esta quando soube do que se tinha passado, não me apoiou, não esteva lá, me abandonou no meio da rua. Depois de tudo o que já tinha perdido, nem a miúda me queria mais. Foi ai que me revoltei, comecei a andar com pessoal que eu pensava que era meu amigo, mas no final das contas eram mas companhias. Em que caminho entrei? Entrei no mundo da Droga, me droguei com drogas pesadas, e isso foi a pior coisa que fiz, aí sim, minha vida estava a um fio de terminar. Deixei a escola, não falava com as pessoas que eram minhas amigas antes do que tinha acontecido, tornei-me mais cabrao ainda, so queria saidas, nights, tar sozinho, dinheiro para o vicio. Mesmo querendo eu sair dessa vida, mesmo querendo eu mudar e não pensar naquilo meu corpo me puxava, e puxava com força. Eu ficava fora de mim, não ligava para ninguém, tinha atitudes inimagináveis. Eu estava começando um processo de auto-destruição, logo eu que não deixei minha irmã se destruir, acabei por me destruir a mim.

Da infância á pré-adolescencia

Minha infância, foi igual a muitas outras, ou se calhar até foi melhor... Posso chegar a dizer que foi perfeita...
Uma infância cheia de harmonia, cheia de amor, tudo perfeito, tudo um mar de rosas... Mas como e óbvio, isso havia de mudar, pois a vida, infelizmente, não e esse mar de rosas. Muitas coisas aconteceram, nenhuma delas boa, mas eu vou contar...
2005 foi o ano em que eu cheguei a pensar que a minha vida tinha acabado. Estava tudo bem, eu tinha tudo o que um pré-adolescente queria, amor, dinheiro e gajas, muitas mesmo, eu era um autentico "cabraozinho", até que quando chegamos ao verão, por volta desta altura, o meu pai interessou-se por outra mulher, e a minha mãe, bem a minha mãe não teve mãos a medir. A maneira que ela arranjou para resolver essa situação do meu pai já não a amar como amava, foi mesmo mata-lo. No meu ponto de vista, minha mãe podia ter feito tudo, menos isso, nada que possamos fazer, nada que nos façam merece a morte de alguém. Disse na altura, e continuo a dizer, ela só pensou nela, não pensou nos três filhos que tinha para criar.
Lembro-me como se fosse hoje, meus irmãos estavam na escola, e eu lembrei-me de ir almoçar a casa. Quando entrei, meu pai estava mesmo muito mal, torcia-se todo. Minha reacçao nesse momento foi dirigir-me a ele, agarra-lo, tentar saber o que tinha. Lembro-me de o ter nos meus braços e parecer ouvir cada osso seu a estalar. Chamei pela minha mãe, gritei por ela, e ela apareceu, toda produzida e sem se importar minimamente com ele. Foi ai que meu pai olhou para mim, e me disse: "Eu te amo a ti e aos teus irmãos! Ricardo nunca te esqueças disto: Não há uma rapariga perfeita, mas existe aquela que vai-te fazer feliz e amar-te do jeito que és, saber dar valor e principalmente lidar com os problemas no decorrer de um namoro!". (Bem ele sabia o cabraozinho que eu era). Depois de me dizer isso, fechou os olhos de vez, ele morreu-me nos braços... E ai entrou a minha avó, e agarrou-se a mim, eu chorava, chorava lágrimas de dor, e perguntava-me como minha mãe estava tão calma, tão serena, como é que a minha mãe era Tao fria... Nisto ouvi sirenes, tinha sido a minha avó que tinha chamado a policia para deter a minha mãe... Já não me bastava o meu pai ter falecido nos meus braços, ainda tive de ver minha mãe a ser detida. Sem saber o que ela tinha feito, comecei a gritar, mas a minha mãe saiu algemada, sorrindo...
Minha avó me explicou tudo a seguir, enquanto eu bebia um copo de agua com açúcar, minha mãe tinha envenenado o meu pai por ele ter começado a amar outra pessoa, ela era do género: se não és meu, não és de mais ninguém... Me apertou tanto o peito quando ouvi isso, chorei como nunca tinha chorado antes, e a única coisa que consegui dizer foi: "Perdi o meu pai e a minha mãe, se é que aquilo é uma mãe. Avo ela e um monstro, nunca mais quero ouvir falar dela, nunca mais quero ouvir a voz dela, e muito menos olhar para ela"...
Foi o pior dia da minha vida ='(

Blog

Este Blog, tem como objectivo, contar a minha história. É como um género de diário, mas virtual, que todos podem ver, que podem fazer perguntas ou até pedir conselhos (a partir dos comentários).
Aviso ja, a todos aqueles que me tem seguido nos outros blogs, que e bem provavel que a minha maneira de escrever seja diferente da que está nos outros, pois os outros mostram os sentimentos, este nao, os outros falam de coisas positivas da vida, mas este ja nao tera tantas coisas positivas :S
Bem, esta ideia, foi-me sugerida pela minha amiga Joana Seabra que me disse para fazer um livro sobre a minha vida, mesmo que não o editasse, mas eu pensei e achei melhor fazer um blog, até porque passo muito tempo na net...
Por isso, agradeço-te por tudo Joana :D Adoro-te